Caças europeus atingiram base do Estado Islâmico em área montanhosa no centro da Síria. | Foto: Reprodução/Redes sociais

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Internacional Base do Estado Islâmico é alvo de bombardeio por França e Reino Unido

Base do Estado Islâmico é alvo de bombardeio por França e Reino Unido

por: NOVO Notícias

Publicado 4 de janeiro de 2026 às 11:31

França e Reino Unido realizaram, neste sábado (3), uma nova ofensiva militar conjunta contra o Estado Islâmico (EI) no território sírio. Forças aéreas dos dois países bombardearam uma base subterrânea do grupo extremista localizada em uma região montanhosa próxima à cidade histórica de Palmira, no centro da Síria.

A operação teve como objetivo desarticular estruturas logísticas do EI e impedir uma possível reorganização de células terroristas na região, considerada estratégica para o grupo.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian e confirmadas pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a instalação atingida funcionava possivelmente como depósito de armas e explosivos.

Autoridades britânicas informaram que a ação faz parte de patrulhas regulares realizadas pela coalizão internacional, com foco em conter qualquer tentativa de retomada de atividades do grupo, também conhecido como Daesh.

Ataque de precisão para proteger área histórica

A ofensiva utilizou armamento de alta precisão, incluindo bombas guiadas, direcionadas aos túneis de acesso da base subterrânea. A estratégia buscou neutralizar a estrutura militar sem causar danos diretos ao sítio arqueológico de Palmira, reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade.

A operação contou com a atuação de caças Typhoon FGR4, além do suporte de um avião-tanque Voyager, responsável pelo reabastecimento das aeronaves em voo. O apoio logístico permitiu maior tempo de permanência dos jatos na área-alvo, aumentando a eficácia da missão.

Vigilância contínua na região

Em nota oficial, o Ministério da Defesa britânico afirmou que a Força Aérea Real mantém vigilância constante sobre o território sírio. Segundo o governo, a estratégia busca impedir que o Estado Islâmico volte a ocupar áreas ou reconstruir sua capacidade operacional.

A França também reforçou que segue atuando em cooperação com aliados internacionais para conter ameaças terroristas no Oriente Médio.

Risco ainda existe, avaliam potências europeias

Apesar de o Estado Islâmico ter perdido grande parte do território que controlava nos últimos anos, países europeus avaliam que células remanescentes continuam representando risco à segurança regional e internacional.

Por esse motivo, ações preventivas e operações militares seguem no radar das nações que integram a coalizão internacional contra o terrorismo.

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