Caças europeus atingiram base do Estado Islâmico em área montanhosa no centro da Síria. | Foto: Reprodução/Redes sociais
França e Reino Unido realizaram, neste sábado (3), uma nova ofensiva militar conjunta contra o Estado Islâmico (EI) no território sírio. Forças aéreas dos dois países bombardearam uma base subterrânea do grupo extremista localizada em uma região montanhosa próxima à cidade histórica de Palmira, no centro da Síria.
A operação teve como objetivo desarticular estruturas logísticas do EI e impedir uma possível reorganização de células terroristas na região, considerada estratégica para o grupo.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian e confirmadas pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a instalação atingida funcionava possivelmente como depósito de armas e explosivos.
Autoridades britânicas informaram que a ação faz parte de patrulhas regulares realizadas pela coalizão internacional, com foco em conter qualquer tentativa de retomada de atividades do grupo, também conhecido como Daesh.
A ofensiva utilizou armamento de alta precisão, incluindo bombas guiadas, direcionadas aos túneis de acesso da base subterrânea. A estratégia buscou neutralizar a estrutura militar sem causar danos diretos ao sítio arqueológico de Palmira, reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade.
A operação contou com a atuação de caças Typhoon FGR4, além do suporte de um avião-tanque Voyager, responsável pelo reabastecimento das aeronaves em voo. O apoio logístico permitiu maior tempo de permanência dos jatos na área-alvo, aumentando a eficácia da missão.
Em nota oficial, o Ministério da Defesa britânico afirmou que a Força Aérea Real mantém vigilância constante sobre o território sírio. Segundo o governo, a estratégia busca impedir que o Estado Islâmico volte a ocupar áreas ou reconstruir sua capacidade operacional.
A França também reforçou que segue atuando em cooperação com aliados internacionais para conter ameaças terroristas no Oriente Médio.
Apesar de o Estado Islâmico ter perdido grande parte do território que controlava nos últimos anos, países europeus avaliam que células remanescentes continuam representando risco à segurança regional e internacional.
Por esse motivo, ações preventivas e operações militares seguem no radar das nações que integram a coalizão internacional contra o terrorismo.
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