Nicolás Maduro, presidente da Venezuela - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Em declaração feita em uma rede social, Trump informou que Maduro e sua esposa foram retirados do país por via aérea após a operação bem-sucedida.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, declarou o presidente americano, sem informar para onde o casal foi levado.
Na madrugada deste sábado, uma série de pelo menos sete explosões atingiu a capital venezuelana em um intervalo de 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves sobrevoando em baixa altitude e correria nas ruas. Parte de Caracas ficou sem energia elétrica, com impactos mais fortes nas proximidades da base aérea de La Carlota, na zona sul da cidade.
Vídeos em redes sociais registraram colunas de fumaça saindo de instalações militares. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e exigiu do governo americano uma prova de vida do mandatário.
Em resposta imediata, o governo da Venezuela publicou um comunicado oficial denunciando o que chamou de “agressão imperialista”. Nicolás Maduro, antes da captura, teria ordenado a implementação de um decreto que declara Estado de Comoção Exterior em todo o território nacional.
O texto convoca as forças sociais e políticas a iniciarem de imediato a “luta armada” para proteger as instituições republicanas. Caracas acusou os EUA de tentarem impor uma “guerra colonial” com o objetivo de tomar recursos estratégicos, como petróleo e minerais, e forçar uma mudança de regime no país.
A pressão americana sobre o regime venezuelano intensificou-se desde agosto de 2025, quando a recompensa pela captura de Maduro foi elevada para US$ 50 milhões. Recentemente, os EUA classificaram o “Cartel de los Soles” como organização terrorista, acusando Maduro de liderar o grupo.
A operação deste sábado ocorre após semanas de crescente tensão, que incluíram apreensões de navios petroleiros venezuelanos por militares americanos e o fracasso de diálogos telefônicos entre Trump e Maduro ocorridos em novembro.
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