Mais de uma década após o desaparecimento do MH370, nova missão usa robôs subaquáticos e drones para tentar localizar o avião no fundo do Oceano Índico. | Foto: Reprodução
Uma nova tentativa de esclarecer um dos maiores mistérios da aviação mundial está em andamento. A empresa de robótica marinha Ocean Infinity, sediada no Texas, retomou nesta semana as buscas pelos destroços do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de uma década.
A operação teve início na terça-feira (30) e ocorre após um acordo firmado com o governo da Malásia. Pelo contrato, a empresa só será remunerada caso consiga localizar a aeronave, em um modelo conhecido como “sem localização, sem pagamento”.
Segundo o Ministério dos Transportes malaio, a missão pode ocorrer de forma intermitente por até 55 dias, prazo máximo autorizado pelas autoridades do país.
Para esta nova fase, a Ocean Infinity está utilizando veículos subaquáticos operados remotamente, drones capazes de atuar em grandes profundidades e sistemas modernos de mapeamento do fundo do mar. A tecnologia será empregada para escanear uma área estimada em 6 mil milhas quadradas no Oceano Índico, considerada a mais provável para a queda do avião com base em dados de satélite.
O voo MH370 desapareceu em 8 de março de 2014, pouco depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. A aeronave, um Boeing 777, transportava 239 pessoas, entre passageiros e tripulantes. Não houve pedido de socorro, e o transponder foi desligado minutos após a decolagem.
Investigações posteriores indicaram que o avião desviou da rota original e seguiu rumo ao sul do Oceano Índico. Desde então, o caso segue sem uma explicação definitiva.
As buscas iniciais foram interrompidas por condições climáticas adversas. Entre 2014 e 2017, uma operação internacional liderada por Austrália, Malásia e China se tornou a maior da história da aviação, cobrindo cerca de 46 mil milhas quadradas, mas sem sucesso.
Fragmentos possivelmente ligados ao avião foram encontrados ao longo dos anos em ilhas do Oceano Índico e na costa africana. A própria Ocean Infinity já havia realizado uma tentativa em 2018, também sem localizar os destroços.
Caso a aeronave seja encontrada, a empresa poderá receber cerca de US$ 70 milhões. Enquanto isso, familiares das vítimas seguem pressionando por respostas. Em dezembro, um tribunal de Pequim determinou o pagamento de indenizações a famílias chinesas, reacendendo o debate sobre responsabilidades no caso.
Mesmo após mais de 11 anos, o desaparecimento do MH370 continua mobilizando esforços internacionais e mantendo viva a expectativa por respostas definitivas.
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