Pedido de CPMI do Banco Master já tem apoio mínimo no Senado e na Câmara, mas depende de aval do presidente do Congresso para sair do papel. | Foto: Reprodução
A oposição no Congresso Nacional reuniu, nesta quarta-feira (31), as assinaturas necessárias para pedir a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o colapso do Banco Master. O requerimento conta com o apoio de 28 senadores e 177 deputados federais.
A iniciativa é liderada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), mas a instalação da comissão ainda depende de um ato do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsável por ler o pedido em sessão conjunta.
O pedido de CPMI ganhou força após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, em meio a suspeitas de fraudes financeiras e prejuízos estimados em mais de R$ 12,2 bilhões, conforme o requerimento apresentado pelos parlamentares.
O caso também envolve um contrato firmado entre o banco e o escritório Barci de Moraes Advogados, ligado à esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no valor de R$ 129 milhões, com pagamentos previstos ao longo de 36 meses. A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisou o episódio e decidiu arquivar pedido de investigação contra o ministro, afirmando não haver irregularidade.
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que apura um esquema de títulos de crédito falsos, mas acabou solto e segue cumprindo medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
As investigações foram enviadas ao STF, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que determinou sigilo sobre o inquérito. Enquanto isso, a oposição mantém pressão para que a CPMI seja instalada e amplie as apurações no Congresso.
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